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12.04.2018 - 17h16
Professores de Venâncio Aires participam de Seminário Kaigang

Convidados para participar do Seminário indígena Foxá (cedro) da Tribo Kaigang instalada no Bairro Jardim do Cedro em Lajeado, uma comitiva formados por professores de Escolas de Educação Fundamental e Infantil do Município (EMEF’s e EMEI’s) estiveram presentes na aldeia participando do seminário que tem como principal objetivo aproximar mais a cultura indígena ao cotidiano do povo Brasileiro, agregando conhecimento e interação com o povo que muito contribuiu na construção da cultura do nosso país.

A Secretaria Municipal de Educação (SME),vem procurando atender a lei 11.645/2008, aprovada pelo congresso Nacional, que estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional, a obrigatoriedade da temática da História da Cultura Afro-Brasileira e Indígena. Em 2017, a SME trouxe o professor Bruno Ferreira, índio Kaingang, para conversar com professores da Rede Municipal e neste ano participaram do Seminário Foxá.

Os participantes do seminário tiveram a oportunidade de conhecer a Aldeia Foxá, dos índios Kaingang, ouvirem sobre a vida das famílias que lá residem, os costumes, as tradições, as questões relacionadas à educação, valorização da nascente, do idoso, pintura corporal, artesanato, além de assistir a apresentação do Grupo de Danças Foxá e receber uma bênção do Pajé Jorge Garcia, de 98 anos.

Índios Kaigang pelos estados do Brasil (FONTE UNIVATES)

Na atualidade os Kaingang representam a maior população indígena do Brasil Meridional, somando aproximadamente 38 mil indígenas, distribuídos principalmente nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo. Na aldeia Kaingang, a terra é muito mais do que um simples meio de subsistência, pois representa um suporte da vida social, ligando um sistema de crenças e de conhecimentos indígenas, o idioma predominante é a língua da família Jê, mas todos os indígenas falam também a língua brasileira. Em Lajeado, os índios em idade escolar até o 4º ano, frequentam a Escola Estadual de Ensino Fundamental Gaten (Espírito da Terra) que funciona junto a aldeia, e depois estudam em escolas regulares de Lajeado.

Vivem em sociedade formada por uma estrutura dualista, por meio da divisão em duas metades exogâmicas, que se complementam: Kamé e Kairu, sendo que cada metade é responsável por uma marca, estando em consonância com o sol e a lua.

A criação da Terra Indígena surge a partir da saída das terras indígenas do Planalto e instalação próxima a cidades, baseadas em estratégias de subsistência. Assim a migração dos Kaingang para a Bacia Hidrográfica Taquari-Antas, representa um processo de reterritorialização de famílias oriundas de Nonoai e Votouro (aldeamento), chegaram em Lajeado por volta do ano 2000. Primeiro instalaram-se às margens da RS 130 e posteriormente por solicitação Kaingang receberam um espaço no Bairro Jardim do Cedro, um lugar que conta com uma pequena mata e assim possui uma forte conexão com a natureza.

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